Valor de TI para as empresas, Governança em TI e Gestão da Mudança Organizacional
Alunos: Gustavo Pinoti e Murillo Cuervo Tarôuco
Atualmente vivemos em um mundo onde em uma empresa a base tecnológica é quase vital. Grandes empresas necessitam de um sistema para sua gerencia, pois seria impossível administrar uma grande empresa sem o uso de sistemas gerenciais. Mas mesmo assim, ainda é difícil conseguir a aceitação da alta gerencia para realizar investimentos em TI. Isso se dá, pois é difícil quantificar o retorno que um investimento em TI irá trazer para a empresa.
Mesmo nesse cenário é dever do profissional de TI analisar a situação da empresa e estimar a necessidade ou não de um novo investimento, levando em consideração o retorno que o investimento trará, levando em consideração também se os objetivos da organização estão de acordo com a nova estratégia de tecnologia a ser adotada.
Investimentos nessa área podem ser justificados alegando os benefícios que isso trará que podem ser a aceleração de processos da empresa, aumento da segurança de dados, melhoria da comunicação interna da empresa, maior facilidade de tomada de decisões com base nos dados gerados por um sistema, melhor controle nas finanças da empresa. Esses são apenas algumas de varias vantagens que a implementação ou atualização de um sistema podem trazer.
Por outro lado, vale ressaltar que investimentos mal planejados podem trazer prejuízos gravíssimos para a empresa, como o ocorrido com a Nike, grande empresa que ao trocar de sistema teve grande prejuízo. Neste cenário é preciso que seja analisado os objetivos da empresa para que a solução em tecnologia a ser adotada esteja de acordo com eles.
Para garantir que os investimentos serão proveitosos para a empresa existe a Governança de TI, que tem o dever de assegurar que a TI sustente e melhore a estratégia e objetivos da organização. Ela é definida como o conjunto de processos e metodologias utilizados para garantir a integridade das operações tecnologias em curso em uma empresa. Ela é uma administração mais eficiente utilizando apenas os recursos disponíveis.
Para tal realização foram criados frameworks, cada um priorizando um aspecto fundamental da gestão. Administrar serviços, examinar processos, agendar e implementar manutenções de infraestrutura e gerir projetos são algumas das atividades que podem obter vantagens destes frameworks. CobiT e ITIL são alguns exemplos destes frameworks.
O CobiT fornece um conjunto de recomendações de boas praticas para o processo de governança em TI e controle de sistemas de informação e tecnologia com a essência de alinhar a tecnologia com o negocio. Ele é constituído em torno de cinco princípios fundamentais, que são eles: Satisfazer as necessidades das partes interessadas; Cobrir a organização de ponta a ponta; Aplicar um framework integrado e único; Possibilitar uma visão holística; e separar governança do gerenciamento.
O ITIL é também um conjunto de boas praticas que busca promover a gestão com foco no cliente e na qualidade dos serviços de tecnologia da informação. Ele trabalha com as estruturas de processos de gestão de uma organização e apresenta um conjunto de procedimentos gerenciais a serem adotados. Com isso a organização pode fazer sua gestão em nível estratégico, técnico e operacional em vista de alcançar o alinhamento com o negocio. Ele trabalha basicamente com entrega de serviço e serviços de suporte.
Gestão da mudança é uma área de estudo que possui enfoque na necessidade de constante adaptação das organizações contemporâneas. A mudança organizacional pode significar varias coisas, desde uma alteração da posição no mercado, uma mudança na sua função social até seu direcionamento estratégico. Ela é tida como um processo natural ao longo da vida de uma organização.
Torna-se claro que a mudança deve ocorrer quando a organização não mais satisfaz os stakeholders, que normalmente são os acionistas. Diminuição das vendas, perda de quota de mercado, aumento de custos, redução de rentabilidade poderão ser claros sinais de uma gestão ineficientes e da necessidade de uma intervenção profunda.
Os tipos de mudanças são:
· Incremental, que normalmente não gera grandes impactos na organização;
· Transformacional: Alterações profundas no processo de gestão, estruturação e concepção de trabalho;
· Planejado: Quando a empresa se encontra em uma boa situação, mas vê a oportunidade de melhorar;
· Improvisada: É uma mudança deliberada provinda de decisões tomadas em tempo real;
· Emergencial: Quando a empresa tenta mudar para ultrapassar ameaças ou desafios com que se depara.
· Radical: Normalmente planejada, de forma a antecipar acontecimentos futuros ou inverter uma performance deficiente.
Um dos principais obstáculos para as mudanças é a resistência principalmente dos gestores e tomadores de decisões. Os principais motivos são aspectos lógicos dos indivíduos, onde se destacam os interesses pessoais. Também existem os aspectos psicológicos, que são onde as atitudes emocionais tais como o medo do desconhecido são fatores determinantes. E por ultimo os aspectos sociológicos, onde os interesses de grupos e fatores sociológicos prevalecem. Cabe ao gestor transparecer todas as reais vantagens de uma mudança de forma comunicativa, clara e objetiva.
A realidade onde as organizações estão alocadas esta em constante mudança, estar preparado para se adequar a estas mudanças é fator decisivo para continuarem sobrevivendo dentro desta realidade. No futuro a capacidade de antecipar, aprender e mudar será fator primordial para a sobrevivência das empresas.
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